Castly Talk: Universo Paralello com @mariafmontoro

"É um termo engraçado esse “festival de cultura alternativa”, né? Tenho uma amiga que conhecia por festival de música eletrônica, mas vai muito além do que se ouve... É um Universo Paralello..."



Bahia 26/12/2015

Calor de 40 graus. Mochilão nas costas. Gente. MUITA gente. Crianças brincam na fila, hippies com cangas estendidas vendendo suas artes, grupos, turmas, casais, amigos, alguns produtores indo e vindo. Esse é o clima da entrada do Universo Paralello. Todos curiosos pra ver o que tem por trás daquela entrada. 8hrs depois chegou a nossa vez. Eu estava em amigas, minhas melhores amigas e sabia de turmas que iam também. Entramos.

Por mais que eu tivesse frequentado muitos festivais naquele ano que passara, meu coração pulsava, a mão tremia, meus olhos já se enchiam de lágrima, pisando naquela areia fofa e andando sem rumo, sem saber o que encontrar, sem saber o que procurar. Andei e comecei a avistar cores, um pouco de som, ainda baixo, mais crianças correndo de lá pra cá. E aquele mar de gente diferente. Cada um com um jeito de ser, vestir, olhar e se relacionar com aquilo tudo que estava começando a ser apresentado. Achamos um lugar na “avenida principal” (que na verdade era entre a areia e o mato kk) e armamos a barraca. Quanta coisa eu tinha pra observar e absorver. Coloquei um biquíni, tirei a havaiana e fui viver, com as minhas melhores amigas e minhas melhores lembranças.


Bahia 04/01/2016

Foi descalço de todo e qualquer preconceito que eu passei os melhores dias da minha vida, foi desligado de um mundo alienado que eu me alinhei, comigo, com meus propósitos e com o outro. Foi na dança que senti a cura pra alguns medos que eu tinha, foi sendo eu mesma que me encontrei. Nesses 10 dias não vi nem ouvi algo desrespeitoso, não reclamei, não pedi, não liguei o celular, não liguei pra nada nem pra ninguém, mas pra mim.

Parece um mundo utópico né? Onde você pode ser você sem julgamentos, é caminhar nas areias fervidas da Bahia, acordar com o sol te dando bom dia na barraca, é fazer amizade na fila do banheiro, é fazer yoga, ouvir uma palestra, dar um mergulho no mar, brincar com crianças, gritar, chorar, sorrir, sentir e dançar.... Vai muito além do que se ouve.


Maria Montoro @mariafmontoro

Jornalista, Modelo e Influenciadora.



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